Censo Escolar Censo da educação superior 26 de Maio de 1999

Matrícula no ensino superior cresce 9% em 1998

A matrícula nas instituições de ensino superior vem apresentando um rápido crescimento nos últimos anos. De acordo com as informações levantadas pelo Censo do Ensino Superior, realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), só no último ano, o aumento chegou a 9% - incluindo todas as redes.

O número total de alunos matriculados saltou de 1 milhão e 945 mil, em 1997, para 2 milhões e 125 mil, em 1998. A maioria dos alunos está nas instituições privadas (1.321.229). Em seguida vêm as públicas federais (408.640), as públicas estaduais (274.934) e as públicas municipais (121.155).

"Para se ter uma idéia do ritmo de expansão, o percentual de 9% é praticamente igual ao atingido pelo sistema em toda a década de 80. Nos últimos quatro anos, o número de alunos matriculados aumentou 28%, muito acima do alcançado em 14 anos, no período de 1980 a 1994, que foi de 20,6%", compara a presidente do Inep, Maria Helena Guimarães de Castro.

De 1994 para cá, o número de alunos subiu 36,1% nas instituições privadas, bem acima das públicas. Nestas, o crescimento foi de 12,4% nas públicas federais, 18,5% nas públicas estaduais, e 27,6% nas públicas municipais.

Interiorização - A evolução dos indicadores na década de 90 revela um processo acelerado de interiorização do ensino superior. Neste período, o crecimento da matrícula foi mais expressivo no interior, invertendo a posição que prevalecia até 1990, quando a maioria dos alunos estava concentrada nas capitais. O Censo de 1998 indicou pela primeira vez que as instituições instaladas nas cidades do interior já possuem mais alunos (1.103.808) que as das capitais (1.022.150).

As instituições localizadas nas capitais tinham 776.145 alunos em 1990 e têm agora, um total de 1.022.150 - uma variação de 31,7%. As do interior tinham 763.935 alunos em 1990 e agora possuem 1.103.808 alunos - total 44,5% maior.

Os números revelam uma tendência de melhor distribuição espacial da oferta de vagas. A região norte foi a que apresentou o maior crescimento do número de matrículas no interior no período de oito anos: 367%, seguida da região centro-oeste (119%), sul (55,5%), sudeste (37,2%) e nordeste (23,1%).

Abertura de novos cursos – O número de alunos no ensino superior poderia ter subido ainda mais caso o Ministério da Educação tivesse atendido todas as solicitações para abertura de novos cursos, informou o secretário de Educação Superior (SESu), do Ministério, Abílio Baeta Neves. "A demanda tem sido grande", disse.

Nos últimos três anos, o Ministério recebeu 5.257 pedidos, mas autorizou a abertura de apenas 647 novos cursos. Esses cursos ofereceram juntos 59.577 novas vagas. No ano passado, foram autorizados a funcionar 334 novos cursos, de um total de 760 solicitados à SESu. Os novos cursos abriram juntos 32.674 novas vagas em 1998.

"Percebe-se claramente que o crescimento da matrícula tem sido impulsionado pela abertura de novos cursos. Mas não é só isso: grande parte das 180 mil matrículas incorporadas em 1998 é resultado da ampliação de vagas em cursos já existentes", explica Baeta Neves.

Evolução da Matrícula por Dependência Administrativa Brasil 1980-1998

Ano

Total

Federal

Estadual

Municipal

Particular

1980

1.377.286

316.715

109.252

66.265

885.054

1981

1.386.792

313.217

129.659

92.934

850.982

1982

1.407.987

316.940

134.901

96.547

859.599

1983

1.438.992

340.118

147.197

89.374

862.303

1984

1.399.539

326.199

156.013

89.667

827.660

1985

1.367.609

326.522

146.816

83.342

810.929

1986

1.418.196

325.734

153.789

98.109

840.564

1987

1.470.555

329.423

168.039

87.503

885.590

1988

1.503.555

317.831

190.736

76.784

918.204

1989

1.518.904

315.283

193.697

75.434

934.490

1990

1.540.080

308.867

194.417

75.341

961.455

1991

1.565.056

320.135

202.315

83.286

959.320

1992

1.535.788

325.884

210.133

93.645

906.126

1993

1.594.668

344.387

216.535

92.594

941.152

1994

1.661.034

363.543

231.936

94.971

970.584

1995

1.759.703

367.531

239.215

93.794

1.059.163

1996

1.868.529

388.987

243.101

103.339

1.133.102

1997

1.945.615

395.833

253.678

109.671

1.186.433

1998

2.125.958

408.640

274.934

121.155

1.321.229

94/98 (%)

28,0

12,4

18,5

27,6

36,1

Fonte: INEP/MEC

Assessoria de Comunicação do Inep